D. Miguel da Silva, bispo de Viseu e o seu destacado papel na eclosão de um novo repertório artístico e cultural renascentista em Portugal em meados do século XVI.

Maria Luiza Zanatta de Souza

Resumo


Muito se tem dito, nas últimas décadas, sobre a figura de D. Miguel da Silva, embaixador de D. Manuel I na corte Pontifícia, bispo de Viseu sob D. João III, entre 1526-1547 e cardeal da Igreja de Roma, entre 1539 -1556. A retomada de velhos documentos, bem como a realização de novas e variadas investigações e estudos tem permitido melhor compreender esta figura, cujo papel pode ser considerado da maior relevância, seja na vida política, quanto na vida religiosa e diplomática portuguesas, junto da Cúria romana. Sua ação mecenática em Portugal, sobretudo por ocasião de seu retorno, entre 1525-1539, denuncia o apreço pelo mundo humanista italiano, e pelas formas artísticas do Renascimento, afloradas quer no campo das artes quanto das letras.


Referências


BUESCO, Ana Isabel; “D. João III e D. Miguel da Silva, bispo de Viseu: novas razões para um ódio velho” Revista de História da Sociedade e da Cultura, nº 10, T. I, pp. 141-168. http://www.uc.pt/chsc/rhsc/rhsc_10, acesso 02/03/2015.

DESWARTE, Sylvie, Il “Perfetto Cortegiano” D. Miguel da Silva, Roma, Bulzoni editore, 1989.

DIAS, Pedro; MANUELINO: À DESCOBERTA DA ARTE DO TEMPO DE D. MANUEL I, Espanha: Electa, 2002.

MOREIRA, Rafael – Um exemplo: São João da Foz, de igreja a fortaleza. In A arquitectura militar na Expansão portuguesa. Porto: Comissão Nacional para as comemorações dos Descobrimentos Portugueses, 1994.

PEREIRA, Paulo in História da Arte Portuguesa, volume II - Do Renascimento ao Maneirismo (Séculos XVI – XVII), capitulo O PRIMEIRO MECENAS: D. MIGUEL DA SILVA E ARQUITECTURA NO NORTE, Lisboa, Temas e Debates, 1995.

PIMENTA, Alfredo, D. João III, Porto, Livraria Tavares Martins, 1936.


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Revista Diálogos Mediterrânicos
Periodicidade Semestral
Curitiba - Paraná - Brasil
ISSN 2237-6585