Francisco de Holanda: Da Fábrica que falece à cidade de Lisboa (1571)

Jose de Monterosso Teixeira

Resumo


No contexto redatorial do Tratado da Fábrica que Falece à cidade de Lisboa (1571) emerge uma reflexão sobre as marcas de capitalidade que Lisboa devia assumir enquanto centro ou cabeça do Império. Era notória a fragilidade, não só, das estruturas defensivas da entrada da barra que a cidade oferecia, mas a monumentalidade que inscrevia, no cotejo com Roma, o grande referente para Holanda. Este haveria de prescrever um quadro constitutivo para atingir o programa proposto e que ainda era deficitário, apesar da euforia económica post viagens marítimas. O pensamento e as configurações arquitetónicas acusam a contaminação do discurso das ordens clássicas, renascentista e maneirista no débito mais forte do tratado de Serlio, do que de Miguel Ângelo, sua influência basilar. O trânsito da posse do seu manuscrito identificado em primeira mão na Livraria dos Condes de Redondo, tendo passado depois para a Biblioteca da Ajuda, e as suas diferentes edições constituem outro dos tópicos de reflexão.


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Revista Diálogos Mediterrânicos
Periodicidade Semestral
Curitiba - Paraná - Brasil
ISSN 2237-6585