"Vidi magnam partem mundi": obstáculos para a concepção de Lisboa como "nova Roma" nos séculos XV e XVI

Autores

  • Maria Berbara Universidade do Estado do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.24858/152

Palavras-chave:

Renascimento português, renovatio Romae.

Resumo

Esse artigo analisará a metáfora da renovação imperial no âmbito da história portuguesa dos séculos XV e XVI. A imagem da renovatio Romae - utilizada em distintos momentos históricos - não parece ter encontrado uma forte reverberação em solo lusitano. O novo protagonismo do Atlântico - em detrimento do Mediterrâneo - como centro de forças econômicas, políticas e culturais no mundo moderno, de um lado, e o embate entre a autoridade dos antigos e a experiência empírica adquirida durante as navegações, de outro, podem ser compreendidos como obstáculos para o estabelecimento de uma relação de continuidade entre a ideia de Roma e a imagem que Lisboa, como caput da nova potência lusitana, pretendia criar para si mesma.

Biografia do Autor

Maria Berbara, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Maria Berbara é mestre em História da Arte pela Universidade de Campinas (Unicamp) e doutora em História da Arte pela Universidade de Hamburgo (Alemanha). Leciona junto ao departamento de História e Teoria da Arte da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). É autora de diversos estudos no âmbito do Renascimento italiano e ibérico e dos intercâmbios artístico-culturais entre Itália, Península Ibérica e América Latina durante a Primeira Época Moderna.

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Publicado

19/08/2015

Como Citar

Berbara, M. (2015). "Vidi magnam partem mundi": obstáculos para a concepção de Lisboa como "nova Roma" nos séculos XV e XVI. Revista Diálogos Mediterrânicos, (8), 120–131. https://doi.org/10.24858/152