O vazio feminino do Orpheu: Violante, Cecília, Maria José, Judith, Florbela e Ophélia

Autores

  • Maria Lúcia Dal Farra

DOI:

https://doi.org/10.24858/226

Resumo

Orpheu, revista cujo centenário se comemora neste ano, contou apenas, dentre o rol dos seus colaboradores, com uma poetisa: Violante de Cysneiros, na verdade, não uma mulher, mas um “fingimento poético”. Nessas publicações, o lugar da mulher praticamente inexiste e, a crer nas obras de seus integrantes, muito embora fossem estes os mais insignes representantes da vanguarda literária portuguesa de então, as questões relativas ao feminino acabaram ficando acantoadas nos mesmos lugares canônicos que antes ocupavam. Todavia, algumas mulheres do tempo estiveram, de algum modo, concernidas ao Orpheu – ainda que nos seus bastidores. É sobre esse tipo de proximidade, entre elas – Violante de Cysneiros, Cecília Meireles, Judith Teixeira, Florbela Espanca, Maria José e Ophélia Queiroz – e aqueles do Orpheu, que este estudo se debruça.

Biografia do Autor

Maria Lúcia Dal Farra

Mestre e Doutor em Literatura Portuguesa pela FFLCH da USP; ex-profa. da USP, da UNICAMP (equipe de Antonio Candido fundadora do IEL e do Depto de Teoria Literaria - profa. de Literatura Portuguesa e Teoria Literaria), de Berkely, California, EUA (profa. de Literatura Brasileira), e titular concursada de Literatura Portuguesa pela UFS. Ex-pro-reitora de Pos-Graduação e Pesquisa da UFS. Pos-doutorado na Universidade de Lisboa e na Ecole Pratique des Hautes Etudes (Paris). Atual membro do Comitê de Assessoramente de Letras do CNPq

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Publicado

06/02/2017

Como Citar

Dal Farra, M. L. (2017). O vazio feminino do Orpheu: Violante, Cecília, Maria José, Judith, Florbela e Ophélia. Revista Diálogos Mediterrânicos, (11), 13–34. https://doi.org/10.24858/226