O Nome do Rei: sacralização, presentificação e legitimação de poder nos nomes de Afonso X e Jaime I

Autores

  • Aline Dias da Silveira
  • Rodrigo Prates de Andrade

DOI:

https://doi.org/10.24858/297

Palavras-chave:

sacralização, presença, reis ibéricos, legitimidade, interpretação alegórico-figural.

Resumo

Este ensaio apresenta uma análise das interpretações que os reis ibéricos Afonso X de Castela (1221-1284) e Jaime I de Aragão (1208-1276) deram aos seus próprios nomes nas obras Setenario e Livro dos Feitos respectivamente. Nosso objetivo consiste em encontrar nos detalhes da expressão do pensamento medieval, caminhos para compreender questões do âmbito intelectual e político de forma mais ampla. A partir do movimento metodológico de escalas e perspectivas, analisaremos esse artifício, entre tantos outros, de legitimação de poder perante a alta nobreza, percebendo que a significação dada aos nomes desses monarcas ocorre dentro de um processo de sacralização, desenvolvido a partir da interpretação alegórico-figural medieval, estudada pelo filólogo alemão Erich Auerbach. Pretendemos também contribuir com futuros estudos, trazendo o conceito de presentificação e presença, desenvolvidos na obra de Hans Ulrich Gumbricht, para a análise de fontes medievais.

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Publicado

08/08/2018

Como Citar

Dias da Silveira, A., & de Andrade, R. P. (2018). O Nome do Rei: sacralização, presentificação e legitimação de poder nos nomes de Afonso X e Jaime I. Revista Diálogos Mediterrânicos, (14), 280–296. https://doi.org/10.24858/297