Francisco de Holanda: Da Fábrica que falece à cidade de Lisboa (1571)

Autores

  • Jose de Monterosso Teixeira

DOI:

https://doi.org/10.24858/330

Palavras-chave:

Redondo, Francisco da Holanda, Da Fabrica que Falece, 1571.

Resumo

No contexto redatorial do Tratado da Fábrica que Falece à cidade de Lisboa (1571) emerge uma reflexão sobre as marcas de capitalidade que Lisboa devia assumir enquanto centro ou cabeça do Império. Era notória a fragilidade, não só, das estruturas defensivas da entrada da barra que a cidade oferecia, mas a monumentalidade que inscrevia, no cotejo com Roma, o grande referente para Holanda. Este haveria de prescrever um quadro constitutivo para atingir o programa proposto e que ainda era deficitário, apesar da euforia económica post viagens marítimas. O pensamento e as configurações arquitetónicas acusam a contaminação do discurso das ordens clássicas, renascentista e maneirista no débito mais forte do tratado de Serlio, do que de Miguel Ângelo, sua influência basilar. O trânsito da posse do seu manuscrito identificado em primeira mão na Livraria dos Condes de Redondo, tendo passado depois para a Biblioteca da Ajuda, e as suas diferentes edições constituem outro dos tópicos de reflexão.

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Publicado

17/11/2018

Como Citar

Teixeira, J. de M. (2018). Francisco de Holanda: Da Fábrica que falece à cidade de Lisboa (1571). Revista Diálogos Mediterrânicos, (15), 71–80. https://doi.org/10.24858/330