Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM <strong>&nbsp;</strong>A <strong>Revista Di&aacute;logos Mediterr&acirc;nicos</strong>, vinculada ao <strong>N&uacute;cleo de Estudos Mediterr&acirc;nicos</strong> da Universidade Federal do Paran&aacute;, publica&ccedil;&atilde;o de periodicidade semestral, tem como principal miss&atilde;o &agrave; difus&atilde;o do conhecimento historiogr&aacute;fico relativo a realidade do mundo mediterr&acirc;nico na diacronia hist&oacute;rica, desde a Antiguidade at&eacute; a contemporaneidade. Tal iniciativa &eacute; amparada por objetivos definidos, como o de incentivar a produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica &ndash; cient&iacute;fica qualificada e, conseq&uuml;entemente, incrementar o debate e o interc&acirc;mbio entre especialistas nas &aacute;reas das Ci&ecirc;ncias Humanas que tenham como motor de suas investiga&ccedil;&otilde;es a Hist&oacute;ria do mundo mediterr&acirc;nico. Trata-se duma publica&ccedil;&atilde;o livre, sem custos aos autores, vocacionada ao espa&ccedil;o cient&iacute;fico, sendo destinada &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o de artigos e resenhas de mestrandos, mestres, doutorandos e doutores que devem ter como tema central a Hist&oacute;ria na realidade mediterr&acirc;nica. Todos os trabalhos dever&atilde;o ser encaminhados pela p&aacute;gina web http://www.dialogosmediterranicos.com.br, atrav&eacute;s sistema Open Journal Systems que favorece a ocorr&ecirc;ncia duma avalia&ccedil;&atilde;o criteriosa e s&eacute;ria por parte dos pareceristas e dos autores de artigos e resenhas. Para tanto &eacute; essencial que cada autor realize seu cadastro no sistema, seguindo os passos informados.&nbsp;<p><strong>A Revista Di&aacute;logos Mediterr&acirc;nicos foi classificada no estrato B2 (Hist&oacute;ria), estrato B1 (Artes) e estrato B3 (Letras e Lingu&iacute;stica) no sistema WebQualis da CAPES (quadri&ecirc;nio 2013 - 2016).</strong></p><p><strong></strong><strong>Indexadores:</strong></p><p><a href="http://www.latindex.unam.mx/buscador/ficRev.html?opcion=1&amp;folio=21929"><img title="latindex" src="/public/site/images/admin/latindex.jpg" alt="latindex" width="207" height="61" /></a>&nbsp; &nbsp;&nbsp;<a href="https://www.redib.org/recursos/Record/oai_revista956-revista-dialogos-mediterr%C3%A2nicos"><img title="Redib" src="/public/site/images/admin/Redib.jpg" alt="Redib" width="111" height="60" /></a>&nbsp; &nbsp;&nbsp;<a href="http://search.ebscohost.com/"><img title="Ebsco" src="/public/site/images/admin/Ebsco.jpg" alt="Ebsco" width="140" height="54" /></a>&nbsp; &nbsp;&nbsp;<a href="https://doaj.org/toc/2237-6585"><img title="logo_cropped" src="/public/site/images/admin/logo_cropped.jpg" alt="logo_cropped" width="218" height="40" /></a>&nbsp; &nbsp; &nbsp;<a href="https://dialnet.unirioja.es/servlet/revista?codigo=24191"><img title="dialnet" src="/public/site/images/admin/dialnet.png" alt="dialnet" width="185" height="37" /></a>&nbsp; &nbsp;<a href="https://scholar.google.com.br/scholar?hl=pt-BR&amp;as_sdt=0,5&amp;q=Revista+Di%C3%A1logos+Mediterr%C3%A2nicos"><img title="Google Acad" src="/public/site/images/admin/Google Acad.png" alt="Google Acad" width="141" height="60" /></a>&nbsp; &nbsp;&nbsp;<a href="https://goo.gl/0aXsDZ"><img title="sumarios" src="/public/site/images/admin/sumarios.png" alt="sumarios" width="301" height="60" /></a>&nbsp; &nbsp;&nbsp;<a href="https://goo.gl/JTdwZQ"><img title="periodicos" src="/public/site/images/admin/periodicos.jpg" alt="periodicos" width="235" height="60" /></a>&nbsp; &nbsp;<a href="http://www.cnen.gov.br/centro-de-informacoes-nucleares/livre"><img title="livre" src="/public/site/images/admin/livre.png" alt="livre" width="120" height="60" /></a></p> pt-BR <h4>Proposta de Pol&iacute;tica para Peri&oacute;dicos de Acesso Livre</h4><br /> Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:<br /> <ol type="a"><br /><li>Autores mant&eacute;m os direitos autorais e concedem &agrave; revista o direito de primeira publica&ccedil;&atilde;o, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_new">Licen&ccedil;a Creative Commons Attribution</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publica&ccedil;&atilde;o inicial nesta revista.</li><br /><li>Autores t&ecirc;m autoriza&ccedil;&atilde;o para assumir contratos adicionais separadamente, para distribui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-exclusiva da vers&atilde;o do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em reposit&oacute;rio institucional ou como cap&iacute;tulo de livro), com reconhecimento de autoria e publica&ccedil;&atilde;o inicial nesta revista.</li><br /><li>Autores t&ecirc;m permiss&atilde;o e s&atilde;o estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em reposit&oacute;rios institucionais ou na sua p&aacute;gina pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, j&aacute; que isso pode gerar altera&ccedil;&otilde;es produtivas, bem como aumentar o impacto e a cita&ccedil;&atilde;o do trabalho publicado.</li></ol> revistadialogosmediterranicos@gmail.com (Núcleo de Estudos Mediterrânicos) revistadialogosmediterranicos@gmail.com (Núcleo de Estudos Mediterrânicos) Fri, 04 Feb 2022 18:26:41 -0300 OJS 3.3.0.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 O Mundo da Antiguidade Tardia de Peter Brown 50 anos depois https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/435 <p>Os debates sobre o fim do mundo Antigo e o princípio da Idade Média ganharam particular atenção desde a publicação da monumental obra de Edward Gibbon (1737-1794) <em>The Decline and Fall of the Roman Empire</em> no último quarto do século XVIII. Desde então historiadores antiquistas e medievalistas colocaram em evidência as premissas acerca da paisagem representada desde a fragmentação política do Império Romano no Ocidente e suas implicações sociais até a expansão do cristianismo. No princípio do século XX emergiu entre os historiadores alemães da arte o conceito de <em>Spätantike</em> – Antiguidade Tardia –, pelo qual seus defensores argumentavam que o processo de transição fora, antes de mais, caracterizado pelo “declínio” e “queda” da civilização romana do Ocidente. Contudo, será em 1971 que a pioneira obra de Peter Brown <em>The world of Late Antiquity</em> que o conceito ganhará renovado fôlego pela pena dos historiadores da política, cultura e religiões. De acordo com essa nova perspectiva, os padrões clássicos seriam revisitados projetando, sobretudo, as linhas de um novo mundo cerzido na bacia mediterrânica sob a ótica de três civilizações: o Ocidente europeu católico, Bizâncio e o Islã, edificados pela transformação do mundo romano desde suas estruturas sociais, políticas e culturais. Tal postura histórica e historiográfica negava a perspectiva pessimista da historiografia até meados do século XX, época na qual seus prosélitos defendiam ainda a ideia de <em>decadência</em> ou <em>declínio</em>.&nbsp;</p> <p>A proposta deste dossiê reúne estudos que refletem os debates e as discussões sobre o conceito de Antiguidade Tardia e suas múltiplas implicações na historiografia atual.</p> Everton Grein, Otávio Luiz Vieira Pinto Copyright (c) 2022 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/435 Fri, 04 Feb 2022 00:00:00 -0300 Entrevista com Peter Brown https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/433 <p>Entrevista concedida pelo Professor Doutor Peter Brown à revista Diálogos Mediterrânicos em razão dos 50 anos da publicação da obra <em>The world of Late Antiquity. From Marcus Aurelius to Muhammad (1971).</em></p> Everton Grein, Peter Brown Copyright (c) 2022 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/433 Fri, 04 Feb 2022 00:00:00 -0300 Tratados árabes de culinária do ocidente islâmico (séculos IX – XIII) https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/419 <p>A expansão geográfica do Islão, englobando territórios férteis, como a Mesopotâmia e o delta do Nilo, contribuiu para um gradual enriquecimento gastronómico, também a com a maior presença de muitos condimentos, provenientes de rotas comerciais consolidadas, quer por bizantinos, com o Norte de África; quer por persas, com a Índia. Ou seja, a culinária “árabe”, fora da Península Arábica, foi-se tornando, clara e naturalmente, um produto de progressiva aculturação e de sincretismo.</p> <p>Os “tratados árabes de culinária”, descrevem e registam, em árabe, uma realidade culinária e gastronómica já bastante compósita, e muito afastada da culinária dos árabes do deserto dos primórdios do Islão.</p> António Rei Copyright (c) 2022 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/419 Fri, 04 Feb 2022 00:00:00 -0300 A formação docente para a educação básica https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/430 <p>Neste artigo, apresentamos as nossas reflexões sobre a formação de professores de História através da nossa prática docente na disciplina Civilização Ibérica no Ensino Superior. Inicialmente, realizamos algumas reflexões sobre a formação docente em História e o ensino de História a partir da uma abordagem sobre a Península Ibérica Medieval. Após isso, abordamos as possibilidades de se trabalhar com o tema Península Ibérica Medieval na BNCC e as reflexões que realizamos em nossa práxis de sala de aula na formação docente. Em seguida, apresentamos a proposta da disciplina Civilização Ibérica e os conteúdos que ministramos sobre a mesma. Por fim, problematizamos alguns aspectos conceituais na formação docente a partir da disciplina citada, assim como as possibilidades de se trabalhar em termos interdiscilinares. Tais reflexões são necessárias de serem realizadas em um contexto de formação de professores, haja vista que promovem uma problematização a partir de um pensamento historiográfico renovado, assim como outras possibilidades de se abordar o ensino de História Medieval no Brasil.</p> Luciano José Vianna Copyright (c) 2022 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/430 Fri, 04 Feb 2022 00:00:00 -0300 Descendentes e apologistas do marquês de Pombal. Polémicas novecentistas https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/426 <p>Nos anos 30 e 40 do século XX, dois descendentes do marquês de Pombal, João de Saldanha Oliveira e Sousa (1878-1970) e João de Carvalho Daun e Lorena (1879-1944), publicaram diversos livros e folhetos sobre o seu famoso antepassado, procurando defendê-lo da visão transmitida por alguns historiadores de pendor revisionista. Foram textos, acima de tudo, reativos, que por sua vez não deixaram de suscitar polémicas, no caso de Oliveira e Sousa com a revista<em> Brotéria</em>, da Companhia de Jesus, e no de Daun e Lorena com Alfredo Pimenta. O tempo era propício a tais controvérsias, que frequentemente motivaram alguns dos nomes mais relevantes da cena intelectual portuguesa. As que envolveram os dois descendentes do marquês de Pombal caíram, como tantas outras, no esquecimento.</p> Paulo Drumond Braga Copyright (c) 2022 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/426 Fri, 04 Feb 2022 00:00:00 -0300 The Making of The World of Late Antiquity. https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/431 <p>Este artigo explora a ‘construção’ de <em>The World of Late Antiquity&nbsp;</em>por meio de algumas entrevistas com pessoas envolvidas na época e por meio de um exame dos arquivos dos editores relativos ao livro, que foram disponibilizados ao autor pela editora <em>Thames &amp; Hudson</em>. Nestes arquivos (que abrem com a encomenda do livro em 1968), há correspondências entre Peter Brown e o diretor da <em>Thames &amp; Hudson</em>, o editor da série que publicou <em>The World of Late Antiquity</em> e o pesquisador de imagens para o projeto. Além de mapear como essas relações ajudaram a formar o livro, o artigo também examina o papel da filosofia editorial geral da <em>Thames &amp; Hudson</em>, fundada por refugiados do regime nazista, e os objetivos particulares da série <em>The World of Late Antiquity</em> foi escrita para, T &amp; H's ‘Biblioteca da Civilização Europeia’.</p> Bryan Ward-Perkins Copyright (c) 2022 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/431 Fri, 04 Feb 2022 00:00:00 -0300 Murranus the Pannonian and the Sorrows of the Immigrant https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/428 <p>Este artigo examina uma inscrição funerária do século III de Murranus, o Panoniano (CIL IX 7164) como evidência para a transformação de identidades dentro das províncias romanas no período em ambos os lados da Constitutio Antoniniana de Caracalla. Argumenta-se que Murranus era filho de um panoniano recrutado diretamente para a Legio II Parthica que cresceu em Alba e acabou se estabelecendo perto de Corfínio, onde hoje é Abruzzo.</p> Michael Kulikowski Copyright (c) 2022 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/428 Fri, 04 Feb 2022 00:00:00 -0300 An Unreliable Witness? https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/429 <p>Amongst the many achievements of Peter Brown may be included the ways in which he has taught us to understand and value the testimony of the Saints Lives and other hagiographic texts of Late Antiquity that often seemed baffling to scholars of earlier generations. On the other hand, sa small number of these hagiographic texts can appear so transparently historical in the nature and details of their content, as not to seem in need of such careful interpretation. In the western Mediterranean the Vitas Sanctorum Patrum Emeretensium is an outstanding example of such a work, that has been used to throw light on a range of topics, from medicine to architecture, beyond the confines of the events in later sixth century Mérida that it describes, and largely without raising any questions as to the reliability of its narrative. However, when this can be compared with that provided by other, more clearly contemporary historiographical sources, its account usually proves to be erroneous or misleading. This article reopens questions long thought closed, or which have been ignored, as to the origins, nature and purpose of the work, so as to enable the strengths and weaknesses of its evidence be better understood.</p> Roger Collins Copyright (c) 2022 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/429 Fri, 04 Feb 2022 00:00:00 -0300 Entre a Antiguidade e a Idade Média: algumas considerações sobre a Antiguidade Tardia (séculos II – VIII). https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/432 <p>Desde o início dos anos 1970, o conceito de Antiguidade Tardia vem ganhando novas importantes contribuições historiográficas. Coube a Peter Brown oferecer um novo olhar sobre o período histórico balizado entre os séculos II e VIII, com particular acento sobre os elementos de cunho sociorreligioso e cultural. Passado meio século daquela importante contribuição ao debate historiográfico, observamos novas perspectivas que abrangem a história política e institucional que são objeto de abordagem no presente estudo.</p> Renan Frighetto Copyright (c) 2022 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/432 Fri, 04 Feb 2022 00:00:00 -0300