Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM <strong>&nbsp;</strong>A <strong>Revista Di&aacute;logos Mediterr&acirc;nicos</strong>, vinculada ao <strong>N&uacute;cleo de Estudos Mediterr&acirc;nicos</strong> da Universidade Federal do Paran&aacute;, publica&ccedil;&atilde;o de periodicidade semestral, tem como principal miss&atilde;o &agrave; difus&atilde;o do conhecimento historiogr&aacute;fico relativo a realidade do mundo mediterr&acirc;nico na diacronia hist&oacute;rica, desde a Antiguidade at&eacute; a contemporaneidade. Tal iniciativa &eacute; amparada por objetivos definidos, como o de incentivar a produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica &ndash; cient&iacute;fica qualificada e, conseq&uuml;entemente, incrementar o debate e o interc&acirc;mbio entre especialistas nas &aacute;reas das Ci&ecirc;ncias Humanas que tenham como motor de suas investiga&ccedil;&otilde;es a Hist&oacute;ria do mundo mediterr&acirc;nico. Trata-se duma publica&ccedil;&atilde;o livre, sem custos aos autores, vocacionada ao espa&ccedil;o cient&iacute;fico, sendo destinada &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o de artigos e resenhas de mestrandos, mestres, doutorandos e doutores que devem ter como tema central a Hist&oacute;ria na realidade mediterr&acirc;nica. Todos os trabalhos dever&atilde;o ser encaminhados pela p&aacute;gina web http://www.dialogosmediterranicos.com.br, atrav&eacute;s sistema Open Journal Systems que favorece a ocorr&ecirc;ncia duma avalia&ccedil;&atilde;o criteriosa e s&eacute;ria por parte dos pareceristas e dos autores de artigos e resenhas. Para tanto &eacute; essencial que cada autor realize seu cadastro no sistema, seguindo os passos informados.&nbsp;<p><strong>A Revista Di&aacute;logos Mediterr&acirc;nicos foi classificada no estrato B2 (Hist&oacute;ria), estrato B1 (Artes) e estrato B3 (Letras e Lingu&iacute;stica) no sistema WebQualis da CAPES (quadri&ecirc;nio 2013 - 2016).</strong></p><p><strong></strong><strong>Indexadores:</strong></p><p><a href="http://www.latindex.unam.mx/buscador/ficRev.html?opcion=1&amp;folio=21929"><img title="latindex" src="/public/site/images/admin/latindex.jpg" alt="latindex" width="207" height="61" /></a>&nbsp; &nbsp;&nbsp;<a href="https://www.redib.org/recursos/Record/oai_revista956-revista-dialogos-mediterr%C3%A2nicos"><img title="Redib" src="/public/site/images/admin/Redib.jpg" alt="Redib" width="111" height="60" /></a>&nbsp; &nbsp;&nbsp;<a href="http://search.ebscohost.com/"><img title="Ebsco" src="/public/site/images/admin/Ebsco.jpg" alt="Ebsco" width="140" height="54" /></a>&nbsp; &nbsp;&nbsp;<a href="https://doaj.org/toc/2237-6585"><img title="logo_cropped" src="/public/site/images/admin/logo_cropped.jpg" alt="logo_cropped" width="218" height="40" /></a>&nbsp; &nbsp; &nbsp;<a href="https://dialnet.unirioja.es/servlet/revista?codigo=24191"><img title="dialnet" src="/public/site/images/admin/dialnet.png" alt="dialnet" width="185" height="37" /></a>&nbsp; &nbsp;<a href="https://scholar.google.com.br/scholar?hl=pt-BR&amp;as_sdt=0,5&amp;q=Revista+Di%C3%A1logos+Mediterr%C3%A2nicos"><img title="Google Acad" src="/public/site/images/admin/Google Acad.png" alt="Google Acad" width="141" height="60" /></a>&nbsp; &nbsp;&nbsp;<a href="https://goo.gl/0aXsDZ"><img title="sumarios" src="/public/site/images/admin/sumarios.png" alt="sumarios" width="301" height="60" /></a>&nbsp; &nbsp;&nbsp;<a href="https://goo.gl/JTdwZQ"><img title="periodicos" src="/public/site/images/admin/periodicos.jpg" alt="periodicos" width="235" height="60" /></a>&nbsp; &nbsp;<a href="http://www.cnen.gov.br/centro-de-informacoes-nucleares/livre"><img title="livre" src="/public/site/images/admin/livre.png" alt="livre" width="120" height="60" /></a></p> pt-BR <h4>Proposta de Pol&iacute;tica para Peri&oacute;dicos de Acesso Livre</h4><br /> Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:<br /> <ol type="a"><br /><li>Autores mant&eacute;m os direitos autorais e concedem &agrave; revista o direito de primeira publica&ccedil;&atilde;o, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/" target="_new">Licen&ccedil;a Creative Commons Attribution</a> que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publica&ccedil;&atilde;o inicial nesta revista.</li><br /><li>Autores t&ecirc;m autoriza&ccedil;&atilde;o para assumir contratos adicionais separadamente, para distribui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-exclusiva da vers&atilde;o do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em reposit&oacute;rio institucional ou como cap&iacute;tulo de livro), com reconhecimento de autoria e publica&ccedil;&atilde;o inicial nesta revista.</li><br /><li>Autores t&ecirc;m permiss&atilde;o e s&atilde;o estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em reposit&oacute;rios institucionais ou na sua p&aacute;gina pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, j&aacute; que isso pode gerar altera&ccedil;&otilde;es produtivas, bem como aumentar o impacto e a cita&ccedil;&atilde;o do trabalho publicado.</li></ol> revistadialogosmediterranicos@gmail.com (Núcleo de Estudos Mediterrânicos) revistadialogosmediterranicos@gmail.com (Núcleo de Estudos Mediterrânicos) Mon, 11 Oct 2021 13:02:17 -0300 OJS 3.3.0.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 GOTLIB, Nádia Batella. Tarsila do Amaral : a modernista. São Paulo: Edições SESC, 2018, 240p. https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/424 Roberta Bentes Copyright (c) 2021 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/424 Mon, 11 Oct 2021 00:00:00 -0300 SOUZA, Guilherme Queiroz de; NASCIMENTO, Renata Cristina de Sousa (org.) Dicionário: cem fragmentos biográficos. A idade média em trajetórias. Goiânia: Tempestiva, 2020. 685 p. https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/408 Hugo Rincon Azevedo Copyright (c) 2021 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/408 Mon, 11 Oct 2021 00:00:00 -0300 GONÇALVES, Ana Teresa Marques. A arte poética a serviço do proselitismo cristão: relendo os poemas de Aurélio Prudêncio Clemente (séculos IV/V). Jundiaí: Paco Editorial, 2020. https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/407 José Walter Cracco Junior Copyright (c) 2021 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/407 Mon, 11 Oct 2021 00:00:00 -0300 “Un prince doibt bien regarder quelz ambassadeurs il envoye par pays”: a negociação diplomática em finais da Idade Média (1474-1475) https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/405 <p>Durante a guerra de sucess&atilde;o castelhana (1475-1479), a Fran&ccedil;a mostrou-se o principal apoio externo &agrave;s pretens&otilde;es portuguesas, mobilizando o envio de embaixadores, a assinatura de tratados e a viagem de D. Afonso V &agrave; corte de Paris. A alian&ccedil;a entre Portugal e Fran&ccedil;a, assinada em setembro de 1475, foi a pe&ccedil;a-chave das rela&ccedil;&otilde;es entre os reinos, no entanto, n&atilde;o foi suficiente para garantir a efetividade do apoio externo e frequentemente foi considerada como um equ&iacute;voco diplom&aacute;tico do reinado de D. Afonso V. Diante disso, o artigo prop&otilde;e discutir os meandros das negocia&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas em finais da Idade M&eacute;dia, problematizando a atua&ccedil;&atilde;o dos embaixadores desde o in&iacute;cio da guerra &agrave; assinatura da alian&ccedil;a de 1475. A an&aacute;lise do papel dos embaixadores nas negocia&ccedil;&otilde;es evidencia a import&acirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o para a diplomacia de finais da Idade M&eacute;dia.</p> Douglas Mota Xavier de Lima Copyright (c) 2021 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/405 Mon, 11 Oct 2021 00:00:00 -0300 A biografia: entre o desafio renovado de escrever uma vida e de refletir sobre a narrativa https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/425 <p>Apresentação do Dossiê <em>A Biografia: entre o desafio renovado de escrever uma vida e de refletir sobre a narrativa.&nbsp;</em></p> <p>&nbsp;</p> Marcella Lopes Guimarães, Renata Cristina de Sousa Nascimento Copyright (c) 2021 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/425 Mon, 11 Oct 2021 00:00:00 -0300 Les historiens médiévaux et le « pari biographique » : quelques réflexions https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/423 <p>Les historiens onr longtemps utilisé les éléments biographiques fournis par les historiens et les chroniqueurs médiévaux, sans s’intéresser à leurs conditions de production. En fait, la biographie médiévale est d’abord un héritage reçu des auteurs antiques. Les médiévaux ont adapté cet héritage en fonction de leurs propres problématiques et de la conception chrétienne de la société et del’individu.Là où les érudits du XIX<sup>e</sup> siècle pensaient pouvoir distinguer la biographie de l’hagiographie, l’étude du lexique médiéval révèle des pratiques sémantiques complexes, qui mêlent constamment les éléments réels et idéaux.</p> Isabelle Guyot-Bachy Copyright (c) 2021 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/423 Mon, 11 Oct 2021 00:00:00 -0300 Nem tanto ao mar, nem tanto à terra: os escolhos dentre os quais se arriscam as boas biografias https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/412 <p>No primeiro capítulo de <em>O desafio biográfico</em>, François Dosse apresenta uma multiplicidade de dicotomias que caracterizam o hibridismo da biografia, pares que o autor alegoriza como "escolhos" dentre os quais os bons exemplares do gênero devem navegar. Este artigo elenca e categoriza essas dicotomias e propõe, a partir delas, um modelo mais geral que possa ser operado em situações nas quais se deseje classificar biografias ou analisar suas trajetórias a partir dos escolhos que as delimitam. A proposição do modelo se baseia no conceito semiótico da diferença como constituidora do sentido, e a semiótica também contribui para a discussão a partir de algumas de suas leituras a respeito do discurso histórico. Aventa-se, por fim, que o modelo possa ter uma utilidade particular para análises de biografias da idade heroica, especialmente as medievais, diante do desafio de constitui-las como fonte ou objeto históricos legítimos.</p> Adriana Tulio Baggio Copyright (c) 2021 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/412 Mon, 11 Oct 2021 00:00:00 -0300 Aux confins de l’autobiographie : la préface de la Ḏaḫīra d’Ibn Bassām de Santarem (début du XIIe siècle). https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/422 <p>L’analyse de la préface du <em>Kitāb al-</em><em>Ḏaḫīra</em> <em>fī maḥāsin ahl hāḏihi l-Ğazīra</em> d’Ibn Bassām al-Šantarīnī (né vers 1069, mort en1147-48), célèbre anthologie de la production en vers et en prose des auteurs arabo-andalous du XI<sup>e</sup> siècle, fait apparaître que l’œuvre, au-delà de son projet littéraire et de la dimension historiographique que celui-ci comporte, fonctionne comme un manifeste destiné à réhabiliter l’époque des rois de taifas contre laquelle s’est érigé le nouveau pouvoir almoravide. Dressant implicitement un parallèle entre les vicissitudes de son temps et celles de sa propre vie, l’auteur lie de façon inséparable la littérature, l’histoire d’al-Andalus et son histoire personnelle. Il n’hésite pas à exprimer sa colère, ses frustrations et ses espérances, sa soif de reconnaissance aussi, pour lui et pour les Andalous, de sorte qu’il est impossible de séparer l’auteur de l’objet de son œuvre. En ce sens, Ibn Bassām rédige en quelque sorte l’autobiographie du siècle des taifas et parle de lui par la voix des auteurs qu’il cite.</p> François Clément Copyright (c) 2021 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/422 Mon, 11 Oct 2021 00:00:00 -0300 A Biografia cavaleiresca sob a pena de Christine de Pizan: prosa e poesia https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/409 <p>Neste artigo colocamos algumas considerações sobre a escrita christiniana que se apresenta através de traços de <em>biografia cavaleiresca </em>em louvor da monarquia francesa. Para isso, estudamos um excerto da biografia régia de Charles V, <em>Livre des faits et bonnes moeurs du sage roi Charles V </em>(1404), em que Christine de Pizan insere a trajetória de Bertrand Du Guesclin, condestável das hostes francesas durante os dez últimos anos de reinado do monarca; e o poema épico sobre Joana d’Arc,<em> Ditié de Jehanne d’Arc</em> (1429), composto ainda quando a donzela de Orléans obtinha sucesso em seus empreendimentos, o que assegurou a coroação de Charles VII. Neste estudo, as leituras de Paul Ricoeur e Élisabeth Gaucher-Rémond nos ajudam a estabelecer elementos para a comparação entre os dois textos de Christine de Pizan a fim de distinguir neles características de uma <em>identidade narrativa</em>, bem elaborada e refletida, desenvolvida no espaço do texto, segundo o que a autora da Idade Média parece entender por “ser digno de memória e de escrita”.</p> <p>Palavras-chave: Christine de Pizan; Biografia cavaleiresca; Identidade narrativa</p> Carmem Lúcia Druciak Copyright (c) 2021 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/409 Mon, 11 Oct 2021 00:00:00 -0300 O complô para o sequestro do rei e a construção narrativa de Jacques de Armagnac como o perfeito traidor. C.1465-C.1477. https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/420 <p>Temos como hipótese central nesse texto, discordando de Alain Boureau, que o rei encarnava, em certas situações, a sacralidade do corpo do reino, ainda que a ideia dos dois corpos do rei de Ernest Kantorowicz não possa ser aplicada automaticamente a todos os contextos e situações envolvendo a persona real. Na teatralização do poder vigente, em um processo de lesa-majestade, o rei estava relacionado a uma esfera conceitual, que transcendia a mera evanescência de uma vida humana, a despeito de ter sido constantemente ameaçado pela poliarquia principesca de 1465 até o final de seu reinado, em 1483. O perigo de aprisionamento e/ou assassinato do rei, enfatizado no processo, foi uma das principais estratégias de criminalização dos atos do duque de Nemours e de desconstrução de sua imagem de bom e fiel súdito/vassalo. A suposta iniciativa de conspirar, para aprisionar e/ou assassinar o rei, era considerada um atentado à soberania do rei cristianíssimo, passível de duras penas, sendo quase uma atrocidade, algo desmedido, que violava a paz do reino.&nbsp; Em larga medida, a ameaça física ao rei, ao ser evidenciada, era um grave crime, que lesava a majestade real, e deveria ser cabalmente punida.</p> Fabiano Fernandes Copyright (c) 2021 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/420 Mon, 11 Oct 2021 00:00:00 -0300 Primeros trazos de una altrobiografía en la Baja Edad Media castellana: el caso de don Juan Manuel https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/416 <p>Luego de una descripción general de la naturaleza de la narración medieval extensa, ligada al modelo biográfico (la vida del héroe, la vida del santo), el trabajo se enfoca en la emergencia del sujeto en las letras castellanas del siglo XIV, fenómeno ilustrado con el caso de don Juan Manuel. Primero se analizan las maneras en que se manifiesta su voluntad de autoría, aprovechando la exhibición de las convenciones formales del relato ficcional. Luego se describe de que modo su semblanza de su tío, el rey Alfonso X el Sabio, se convierte en una “altrobiografía”. Finalmente, se estudia el pasaje a una autobiografía literaria, donde los dichos y hechos personales de don Juan quedan integrados en los mundos ficcionales de sus obras.</p> Leonardo Funes Copyright (c) 2021 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/416 Mon, 11 Oct 2021 00:00:00 -0300 A cumplicidade entre as mulheres nas vidas e razos do cancioneiro occitano https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/415 <p>O artigo tem por objetivo reunir elementos de uma sociabilidade poética entre <em>trobairitz</em> eivada de intimidade e cumplicidade, a partir da leitura dos textos em prosa – <em>vidas</em> e <em>razos</em> – consignados em uma vintena de cancioneiros do domínio linguístico occitano. Essas narrativas foram concebidas posteriormente à produção poética dos poetas e têm como fonte principal os próprios poemas. Portanto, da poesia às <em>vidas</em> e <em>razos</em>, as mulheres parecem ter se protegido da inconstância dos homens, parecem ter se ajudado, disputado a atenção e o conselho umas das outras, buscado liberdade para amar e se reconhecido como poetas em diálogo sobre temas que lhes eram caros. As mulheres se procuraram, não se isolaram, muito raramente disputaram um mesmo homem e respeitaram-se. Todos esses elementos de sociabilidade poética podem ajudar a ampliar a nossa compreensão das sociabilidades bem reais antes que a cruzada albigense viesse a alterar todo um modo de viver nas regiões que se comunicavam poeticamente em occitano.</p> Marcella Lopes Guimarães Copyright (c) 2021 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/415 Mon, 11 Oct 2021 00:00:00 -0300 Narrar o Sagrado: O Desafio Hagiográfico. https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/421 <p>A espiritualidade cristã tardo- antiga e medieval ancorava-se nas narrativas hagiográficas, que tinham por função imediata oferecer modelos de condutas aos fiéis. Essas podem ser vistas como biografias excepcionais de homens e mulheres, revestidas de um caráter sagrado, sobrenatural. Aos santos era atribuída enorme capacidade taumatúrgica e intercessora. Solidificando e despertando devoções as hagiografias são aqui entendidas como memória biográfica- comunicativa, pois esses textos foram escritos para serem lidos em voz alta, transmitidos também de forma oral. Possuindo uma dupla dimensão histórica e literária, os textos hagiográficos foram usados com diversos propósitos, se constituindo em elementos simbólicos, portadores de sentidos e significados próprios.</p> Renata Cristina de Sousa Nascimento Copyright (c) 2021 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/421 Mon, 11 Oct 2021 00:00:00 -0300 Biografia, um campo de possibilidades https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/411 <p>A biografia, como uma das primeiras formas de escrita da história, vem, ao longo do tempo, ganhando espaço entre os historiadores que encaram a responsabilidade de escrever a narrativa de uma vida. No entanto, quando nos deparamos com a tarefa de analisar a escrita das vidas, somos ainda cercados pelos meandros e incertezas que cercam tal objeto. Neste artigo, temos a expectativa de contribuir com o campo historiográfico que aos poucos se consolida, o de tomar as biografias como fonte histórica, ao delimitar possibilidades teóricas e metodológicas de investigação dessa narrativa.</p> Marcela de Oliveira Santos Silva, Maria da Glória de Oliveira, Thais França Guimarães Copyright (c) 2021 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/411 Mon, 11 Oct 2021 00:00:00 -0300 Reflexões sobre a escrita biográfica a partir de uma experiência pessoal https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/413 <p>O presente artigo pretende oferecer uma contribuição para o dossiê, apresentando reflexões sobre as narrativas biográficas, que, nas últimas décadas, recuperaram um lugar de prestígio na produção historiográfica. Partindo de uma experiência acadêmica pessoal, de pesquisas sobre Isabel I de Castela (1474-1504), construímos reflexões sobre o retorno da biografia. Primeiro, abordamos a relação biográfica na perspectiva da questão de identidade e alteridade.&nbsp; Em seguida, destacamos a questão do indivíduo e da pessoa na Idade Média. Por fim, tratamos da reconstrução das biografias das mulheres medievais, em especial da rainha Isabel.</p> Adriana Vidotte Copyright (c) 2021 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/413 Mon, 11 Oct 2021 00:00:00 -0300 A biografia e o historiador: produção, limites e novas perspectivas. https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/417 <p>Na introdução à sua extensa biografia sobre S. Luis, Jacques Le Goff escrevia “La biographie historique est un des plus difficiles façons de faire de l’histoire" . Nesta breve frase o autor sintetizava muitas das dificuldades sentidas ao longo dos 15 anos que esta biografia demorou a ser desenhada e escrita, as questões que se tinham colocado ao longo da sua elaboração, mas sobretudo os desafios que a reflexão em torno da narrativa da vida de uma personagem coloca a qualquer historiador.</p> <p>Tendo como quadro de fundo a discussão em torno dos limites da biografia como género histórico, o nosso objectivo não é retomar essa discussão sobre o retorno, a manutenção e mesmo sobre a proliferação da biografia em diferentes espaços, mas antes centrarmo -nos no caso português para, a partir dele, desenvolver uma reflexão a dois níveis.</p> <p>Num primeiro tentaremos equacionar a importância do registo biográfico no quadro da produção historiográfica portuguesa centrada na Idade Média e a forma como o recurso a contributos de outras áreas científicas pode contribuir para colmatar as lacunas da informação documental.</p> <p>Num segundo nível a nossa análise centrar-se-á no testamento, enquanto tipologia documental e fonte privilegiada na construção da narrativa biográfica, procurando acentuar os seus limites, mas também as suas potencialidades enquanto leitura filtrada de uma realidade.</p> Hermínia Vasconcelos Vilar Copyright (c) 2021 Revista Diálogos Mediterrânicos https://www.dialogosmediterranicos.com.br/index.php/RevistaDM/article/view/417 Mon, 11 Oct 2021 00:00:00 -0300