Emoções, devoções e culto às relíquias do Apóstolo Santiago na Idade Média

Autores

Resumo

O culto às relíquias ocupou posição central na religiosidade cristã medieval, articulando práticas devocionais, experiências emocionais e construções simbólicas do sagrado. Este artigo analisa o culto às relíquias do apóstolo Santiago Maior, com ênfase na relação entre emoções religiosas, devoção popular e a consolidação do santuário de Compostela como um dos principais centros de peregrinação da cristandade ocidental. A partir de uma abordagem histórica e cultural, examina-se como as emoções foram socialmente mobilizadas por meio da peregrinação, da veneração das relíquias e das narrativas existentes no Livro V do Códex Calixtinus, contribuindo para a formação de identidades coletivas, e para a legitimação política e religiosa do culto jacobeu. Argumenta-se que a devoção a Santiago revela a importância das emoções como elemento estruturante da experiência religiosa medieval.

Biografia do Autor

Renata Cristina de Sousa Nascimento, Pontifícia Universidade Católica de Goiás

Graduada em História pela Universidade Federal de Goiás.

Mestra em História pela Universidade Federal de Goiás.

Doutora em História pela Universidade Federal do Paraná.

Professora de História Medieval da Universidade Federal de Jataí.

Professora de História Medieval da Universidade Estadual de Goiás.

Professora de História Medieval da Pontifícia Universidade Católica de Goiás.

Professora permanente do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Paraná.

Downloads

Publicado

2026-04-10

Como Citar

de Sousa Nascimento, R. C. (2026). Emoções, devoções e culto às relíquias do Apóstolo Santiago na Idade Média. Revista Diálogos Mediterrânicos, 2(29), 95–105. Recuperado de https://www.dialogosmediterranicos.com.br/RevistaDM/article/view/517

Edição

Seção

Dossiê "Concílios e cristianismos. Mobilidades, religiosidades e espiritualidade na Antiguidade e na Idade Média".